Um dos meus lemas pessoais, desde que iniciei esta vida de professor de Matemática, é que mais do que saber ensinar bem, devo saber deixar ser ensinado. Mais do que ser um professor que domina as mil e uma técnicas de saber ensinar, devo ser um professor que sabe saber aprender.

A necessidade de aprendizagem e re-aprendizagem deve ser uma constante na nossa missão de ensinar Matemática. Não basta só ler manuais escolares e estudar por eles. Não basta saber apenas aquilo que continuamos a saber e que temos como adquirido desde sempre. Não basta ouvirmos e refletirmos apenas sobre aquilo que nos faz sentir confortáveis.

O desafio... Saber meter a mente na “ferida”, por muito que nos custe. Há que saber nos pôr em papeis desconfortáveis e pouco explorados por nós próprios. O Homem evolui dessa forma, explorando mundos que desconhece e que anseia conhecer. A nossa missão como Professores de Matemática passa por ter esse papel camaleónico que se adapta e re-adapta, descobre e redescobre, que muda e volta a mudar para responder às constantes adaptações que a sociedade e realidade social sofre.

O Professor de Matemática deverá criar oportunidades de aprender mais e melhor, pois só assim poderá “vender” de forma convincente a Matemática que ensina. Assim, mais do que cumprir calendário para progredir na carreira ou ter aquele lindo diploma em casa, o Professor de Matemática deve procurar receber formação para crescer, quer como ser-humano, quer como profissional, pois só assim conseguirá ser mais e melhor na atividade que pratica.

Costumo pensar que ser Professor de Matemática implica assinar um contrato em que, entre muitas cláusulas, está esta... A necessidade de constante formação e informação. Só assim faz sentido.